
Vou tentar aos poucos esquecer tudo isso, sentimentos que ainda me torturam e me torna cada vez mais fraco perante essa situação. Uma vida planejada, sonhos que eu achava que nunca morreriam perdidos no frio da noite, exalando tristeza, se apegando ao nada.
No intuito de seguir em frente sempre sou pego pelo meu fantasma. Sinto como se a vida tivesse perdido o sentido, por instantes esqueço-me dela, mas tudo volta como um raio e me encontro novamente nas lamentações.
O choro não quer sair, também não tenho colo para chorar, meus olhos fitam uma meta que não conheço, estou irreconhecível.
Quem me viu, quem me ver.
E agora?
Vai ser difícil renascer, a alegria e o alto astral já não apostam mais em mim. Sinto-me culpado por tudo, sinto-me inútil em meio a essa situação.Não sei por quanto tempo posso atravessar esse deserto.
Tantas marcas, as supostas pedras em meu caminho dariam para levantar 1000 bordeis em qualquer canto do mundo, isso me faria melhor?
Não sei...não sei.
Maquiei por muito tempo essa felicidade, como um tolo acreditei que tudo se encaixaria nos trilhos, agora vejo que o frio realmente congela, mata. É triste ver um cego chorar não? Chore um dia por um motivo que você não ver o porquê de ter acontecido, é parecido.
Levantei-me, vi minha sombra vagando em um caminho que foi destruído, meu pequeno lugar de paz foi destruído. Minha alma pena tolamente em busca do passado, da felicidade que um dia tive, e o pior: Eu sabia que era feliz.
Vou embora daqui, começar a caminhar novamente entre as pedras que um dia serviram de escada para eu subir, o tombo foi grande, os hematomas não cicatrizam com o vento. Só o tempo.,.
Pablo Henrick 02/09/09

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